Como a UniToledo transformou os estudantes em embaixadores da instituição

Ao se aproximar dos alunos, instituição de Araçatuba consegue elevar as taxas de retenção e captação

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Bruno Toledo (centro), reitor da UniToledo: contato próximo com os alunos é uma das estratégias para mantê-los satisfeitos

“Estar próximo dos alunos deveria ser obrigação de todo reitor.” A partir dessa premissa, Bruno Toledo, reitor da UniToledo, em Araçatuba (SP), diz apostar nos detalhes cotidianos como estratégia de marketing e como resultado ter cada aluno como um divulgador da instituição.

Foi assim que, segundo o reitor, a UniToledo contabilizou em 2017 aumentos de 7% no número de alunos, de 9% nas transferências para a instituição e de 29% na quantidade de vestibulandos, mesmo em uma fase com cenário desfavorável para o setor e sem aumentar número de bolsas ou criar financiamento próprio. No primeiro vestibular de 2018, foi registrada uma alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para chegar a esses resultados, o primeiro passo foi entender como estava sendo investido o orçamento do marketing. Desse diagnóstico veio a conclusão de que a maior parte da verba deveria ser destinada aos atuais alunos. “Observei que estávamos investindo na forma clássica de captação, nas mídias convencionais, buscando leads, mas o meu próprio aluno não era um grande divulgador da nossa instituição.”

O mesmo orçamento foi redistribuído para contemplar tanto visitas às escolas e aos cursos pré-vestibulares, como palestras, eventos e atividades extracurriculares que ajudam no desenvolvimento acadêmico, no bem-estar do aluno e no preparo para o mercado de trabalho.

“Criamos uma sinergia de dentro para fora; nossos alunos hoje são grandes divulgadores da marca, são parceiros da instituição”, orgulha-se o reitor. Toledo gosta de ressaltar que muitos em seu corpo discente são proativos em distribuir fichas de inscrição para o vestibular pela sua comunidade.

A UniToledo criou também o Núcleo de Relacionamento Acadêmico (NRA), onde o aluno, na iminência da evasão, recebe orientação com psicopedagogo e auxílio de um profissional de gestão financeira. De acordo com o reitor, a evasão em 2017 foi 29% menor que no ano anterior e a inadimplência teve uma queda de 2%.

O jovem reitor de 33 anos, além de marcar forte presença nas redes sociais (seu perfil no Facebook conta com mais de 106 mil seguidores), também circula pessoalmente entre seu público. Acompanha de perto as atividades no campus ou fora dele, seja em shows e festas ou eventos promovidos pela universidade ou no churrasco com a turma de Direito que comemora a aprovação na OAB.

“O relacionamento está no nosso DNA. Eu atendo aluno pessoalmente, respondo inbox [mensagens diretas pelo Facebook], faço questão de estar próximo a eles. Muito do que faço aprendi estudando, pesquisando e ouvindo os alunos”, relata. “As universidades não atentam a isso, de que temos quase meia faculdade indo embora, um cenário de crise e continuam com foco apenas em captação” afirma.

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