Uma cidade, um sistema de avaliação

Rede municipal de Horizontina, no Rio Grande do Sul, examina o desempenho de seus professores por meio de uma comissão interna e outra mista

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O Rio Grande do Sul ainda discute um sistema de avaliação de seus professores, mas a autonomia conferida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) às redes e escolas nesse sentido legitima ações municipais como a de Horizontina, a 530 quilômetros de Porto Alegre. Na cidade, os servidores têm sua atuação examinada por duas comissões – uma interna e outra mista – ao longo do ano letivo e recebem o feedback ao final desse período.


A primeira parte desse processo fica a cargo da Comissão de Avaliação 2 (CA2), que é interna e composta por um professor de cada turno, um supervisor e o diretor da escola em questão. No decorrer do ano, esse CA2 preenche formulários sobre cada docente no que se refere aos seguintes aspectos: eficiência, cooperação e participação, deveres e responsabilidades, pontualidade e relacionamento. Além disso, o professor deve entregar dois trabalhos de pesquisa em Educação para essa banca, que reúne todo o material e o encaminha para a Comissão de Avaliação 1 (CA1), que é externa e formada por um professor representante dos docentes municipais, um representante dos supervisores internos da escola e um professor designado pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC).


Assim acontece a avaliação, por exemplo, dos 27 professores da EMEF Espírito Santo, destaque no Prêmio Gestão Escolar 2011. Por lá, as avaliações externas têm sua importância somente na elaboração de propostas de trabalho, afirma a diretora Rosane Stefanello. “A Provinha Brasil [realizada pelos alunos do 2º ano do ensino fundamental] e a Prova Brasil[respondida pelos estudantes do 5º e 8º anos] não são levadas em conta por essas comissões, mas são importantes para os professores e a direção analisarem os resultados obtidos e procurarem sanar as dificuldades dos alunos”, explica.

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– O que pensam os professores sobre a avaliação docente


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