TI nas instituições de ensino deve ser vista como investimento, e não como custo, defendem profissionais

Confira as experiências do Unifeob e Eniac, que fizeram essa transição e hoje relatam benefícios

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Há dois anos, boa parte dos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) do Unifeob (Centro Universitário Fundação de Ensino Octávio Bastos) era terceirizada. Hoje todos são internos, e mesmo com o aumento dos gastos trabalhistas, o retorno é maior, relatam seus gestores.

Ao longo desse processo, a instituição notou que a área é fundamental para a realização dos todos os projetos e, por isso, precisa participar das tomadas de decisões, explica Danielle Rodrigues, responsável pela relação institucional do Unifeob.

tecnologia da informação TI

Encontro que discutiu a tecnologia dentro das instituições ocorreu na sede do Semesp, em São Paulo

“Qual a prioridade que a TI tem hoje na sua instituição? Ela é considerada custo ou investimento?”, indaga Wellington Silva, gerente de TI do centro universitário, que está sempre presente nas reuniões estratégicas, inclusive com a reitoria. Silva acredita que a escola que não entende a importância da tecnologia tem grandes chances de falecer.

Com a chegada do gerente, o Unifeob reformulou os seus softwares para unificar seus dados e trazer agilidade às atividades. Atualmente eles contam com dois sistemas acadêmicos, o Protheus e o Lyceum, e ambos enviam informações para uma mesma central.

Educação 4.0

Essas informações foram apresentadas durante o 10º Seminário de Tecnologia Educacional, na sede do Semesp, em São Paulo. Nesse encontro, o Centro Universitário Eniac também relatou suas formas de atuação.

Fernando Domingues atua na área de inovação do Eniac e relembrou as transformações que a aprendizagem escolar sofreu ao longo dos tempos. O professor não ocupa mais a posição central do processo de ensino e aprendizagem e os exercícios de repetição já não fazem mais sentido.

No lugar disso, existe a aprendizagem híbrida, em que o aluno, com a ajuda da tecnologia, aprende em qualquer lugar. O conhecimento está disseminado e é compartilhado inclusive pelos colegas. O educador atua muito mais como um tutor, e não mais como a única fonte de transmissão de conteúdos da sala de aula.

Sobre as mudanças já sentidas na parte administrativa, o diretor de TI, Elio Alves, revela que há alunos fazendo matrícula on-line, mesmo em cursos presenciais. Dentre estes, muitos pisam na instituição no primeiro dia de aula, o que reforçou para o Eniac a importância do e-commerce.

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