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Com três décadas e meia de existência, sindicato dos estabelecimentos de ensino superior particular de São Paulo comemora consolidação da representatividade com expansão da …

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Com três décadas e meia de existência, sindicato dos estabelecimentos de ensino superior particular de São Paulo comemora consolidação da representatividade com expansão da atuação em outros estados

por Kassandra Geromel

As décadas de 1970 e 1980 testemunharam a explosão do ensino superior no Brasil. Nos anos de 1970 o número de matrículas chegou a 700 mil e, durante os anos de 1980, logo alcançou a marca de 1,5 milhão. A concentração urbana e a exigência de uma formação de melhor qualidade para a mão de obra industrial e de serviços forçaram o aumento do número de vagas no setor e o governo, impossibilitado de atender, permitiu que o Conselho Federal de Educação aprovasse novos cursos, em especial, na rede privada.

Essa crescente demanda na educação superior fez nascer a necessidade de representação para o segmento particular. No dia 15 de fevereiro de 1979, o então ministro do Trabalho, Arnaldo da Costa Prieto, assinou a Carta Sindical do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp). O documento marcava o início do Semesp, um dos principais representantes do ensino superior particular do Brasil.

“Precisávamos de um olhar mais claro sobre o papel das novas instituições, que propiciaram a inclusão dos egressos do ensino médio na educação superior, abrindo novos caminhos para a juventude da época”, explica Cecília Tavares de Anderlini, diretora financeira do Semesp que acompanhou de perto a fundação da entidade.

Na época, a situação do ensino superior no país era marcada pela impossibilidade do Estado em atender os estudantes aprovados nas universidades públicas e, havendo a necessidade de alavancar o crescimento nacional, o governo apelou à iniciativa privada para a criação de instituições universitárias. “O Estado não conseguia atender devido à falta de vagas. Eram os célebres excedentes: passavam, mas não cursavam”, relembra Gabriel Mário Rodrigues, ex-presidente do Semesp (1993 a 2005) e atualmente membro do conselho da entidade.

Amadurecimento
Em 2013 o ensino superior particular do país alcançou mais de sete milhões de matrículas e desde 1970 passou por profundas transformações, como expansão do segmento, aquisições, mudanças regulatórias, guerras de preços, estagnação e inclusão. “É inegável o amadurecimento do setor, cujo crescimento é recente”, avalia Hermes Ferreira Figueiredo, presidente do Semesp desde 2005.

No intuito de dar assistência às instituições de ensino superior de todo porte, a entidade conta com assessoria jurídica, econômica, educacional, de marketing e comunicação. Somente a assessoria jurídica realizou em 2013 cerca de mil atendimentos para as associadas. As pequenas e médias instituições de ensino são responsáveis por mais de 70% do setor e necessitam de direcionamento estratégico de acordo com suas necessidades. “O Semesp é referência para as instituições privadas. É a organização de maior respeito e credibilidade para os mais variados assuntos e dúvidas dos gestores da educação superior no Brasil”, diz José Roberto Covac, advogado do setor educacional.

Com o objetivo de disponibilizar informações de qualidade e pensadas para o gestor das instituições de ensino superior privadas, o Semesp criou em 1998 a revista Ensino Superior, em parceria com a Editora Segmento. A revista acompanha as movimentações do setor no país, como evoluções tecnológicas no ensino, boas práticas, mudanças políticas e de mercado, além de apresentar metodologias de gestão aplicadas na área de educação universitária no país e no mundo.

Em 2011, o Semesp estendeu sua atuação, serviços e atendimentos a outros estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Rondônia, Pernambuco e Tocantins.

“Foi uma solicitação do próprio segmento. Instituições fora de São Paulo sempre nos procuravam para se associarem. Para atender a essa nova demanda, criamos, em 2010, a Gerência de Relacionamento com Instituições de Ensino Superior e Novos Negócios”, conta Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp que também idealizou o projeto de expansão.

Uma das primeiras instituições fora de São Paulo a se filiar ao Semesp foi a Faculdade ESAMC de Uberlândia. “Passei a conhecer o trabalho do Semesp em 2010, na segunda Missão Técnica, realizada na Europa. Encontrei apoio e informações desde dados simples até questões jurídicas mais detalhadas”, complementa Adriano Novaes, diretor da ESAMC. Em São Paulo, a entidade congrega 370 mantenedoras e 545 mantidas, que oferecem cursos em 162 municípios do estado.

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