Como a FEI está mudando sua cultura organizacional

De olho nos grandes temas que estarão em evidência em 2050, instituição revisa suas práticas acadêmicas e de gestão

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Professores e alunos estão envolvidos no projeto de inovação da FEI: os desafios que estarão em alta daqui a algumas décadas já começaram a ser trabalhados

Os alunos que estão entrando hoje na graduação estarão no auge de suas carreiras daqui a aproximadamente 30 anos. Mas com tantas mudanças acontecendo, principalmente nas áreas de tecnologia e gestão, será que estes futuros profissionais terão condições de solucionar os chamados problemas mal estruturados, caracterizados pelo alto grau de novidade e complexidade?

Foram questões como essa que motivaram Fábio do Prado, reitor do Centro Universitário FEI, a criar, em colaboração com um conjunto de professores, a Plataforma de Inovação FEI. A iniciativa foi colocada em prática há dois anos e está promovendo uma ampla transformação da cultura organizacional da instituição fundada há 77 anos.

Como em praticamente todas as instituições de ensino que passaram por processos de transformação, o da FEI também começou pelos professores para que eles pudessem compreender as tendências de futuro, favorecer aspectos como a criatividade e o empreendedorismo e aprendessem a trabalhar com metodologias de inovação. O início desse processo começou com uma provocação: reunidos, os professores foram surpreendidos com perguntas desafiadoras relacionadas a problemas inusitados, que não estão em seus campos de atenção. Para citar um exemplo, eles foram questionados como trocariam o pneu de um carro em movimento.

De acordo com o professor Gustavo Donato, coordenador da Plataforma de Inovação FEI, essas provocações mexeram com os docentes. Eles apresentaram soluções tão inusitadas quanto as perguntas que lhes foram feitas, e esse exercício aflorou neles o desejo de projetar soluções para problemas impensados, além de um interesse profundo por todas as questões relacionadas ao futuro. “Eles abriram a mente para novas ideias”, resume.

Para manter a instituição continuamente alinhada com a agenda do futuro, a FEI passou a realizar um congresso anual para discutir os grandes temas que estarão em evidência no horizonte de 20 a 30 anos. Batizado “Congresso de Inovação – Megatendências 2050”, o evento já abordou a revolução tecnológica desencadeada pela internet das coisas e o conceito de cidade e campo inteligentes. Neste ano, o foco estará no campo da saúde e do bem-estar.

O Congresso tem uma programação ampla e inclui a realização de debates com CEOs de empresas. Fábio do Prado conta que mais de 40 presidentes já participaram, se colocando à disposição dos estudantes para tirar dúvidas e apresentar suas visões de futuro. “O modelo é muito dinâmico, pois eles ficam no centro de uma arena respondendo as perguntas. É uma oportunidade incrível para os alunos e professores”, afirma o reitor.

A terceira e última frente da Plataforma de Inovação FEI é a transformação das práticas de ensino, que estão se tornando mais multidisciplinares e inovadoras para que os alunos, nas palavras do reitor, se transformem em solucionadores de problemas mal estruturados.

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