Missão de professor que utiliza metodologias ativas de ensino muda ao visitar a Finlândia

Docente da Unisuam redescobre seu papel em sala de aula e começa a influenciar os colegas

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Em comemoração aos seus 50 anos, a Unisuam levou o professor Rodrigo Linhares Lauria para estudar na Universidade de Ciências Aplicadas Tampere, localizada na Finlândia.

Durante três semanas, ele frequentou o curso Professores do Futuro e fez uma imersão em um dos melhores sistemas educacionais do mundo. A curta experiência, contudo, não foi um obstáculo à sua transformação.

“A minha missão é simplesmente passar conteúdo ou garantir que esse conteúdo seja compreendido?” “Quais são as competências mais importantes que eu preciso desenvolver em meus alunos, mas que estão sendo negligenciadas?” Essas e outras questões levaram o professor a repensar e a mudar sua prática em sala de aula – ainda que ela não fosse ultrapassada.

A ida de Rodrigo para a Finlândia só se deu porque ele já usava metodologias ativas de ensino, o principal critério definido pela instituição para decidir qual docente participaria do curso.

No artigo científico submetido por Rodrigo, ele descreveu como o WhatsApp foi usado em sua disciplina para distribuir material complementar e levar os alunos a aprender entre si.

professor aplica metodologias ativas de ensino

Depois de fazer um curso na Finlândia, Rodrigo Lauria transferiu aos alunos o protagonismo do processo de aprendizagem (foto: divulgação)

Na Finlândia, o docente aprendeu que o aumento da carga horária de estudos e a realização de atividades repetitivas, como exercícios, não impactam positivamente a aprendizagem. Para melhorar o desempenho educacional, os finlandeses apostam na utilização prática dos conteúdos e no desenvolvimento de competências profissionais.

A transformação de Rodrigo não se restringiu às suas disciplinas. Convidado pela instituição, ele promoveu um treinamento para despertar nos demais docentes o desejo de transferir aos alunos o protagonismo do aprendizado.

“Esse mindset muda tudo. Muda os alunos, muda os professores, muda as instituições”, finaliza.

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