Para colocar a mão na massa

Livros com propostas de atividades práticas têm a vantagem de atrelar informação a brincadeiras criativas

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Apresentar às crianças As quatro estações de Vivaldi por meio de um exercício que envolve a busca de receitas culinárias parece uma abordagem curiosa, não? E a ideia de atribuir uma cor aos cheiros de sal, manteiga e borracha para aprender o que é sinestesia e como o pintor Kandinsky usou a técnica em suas obras? São brincadeiras assim que os leitores encontram no livro Fabriqueta de ideias, da autora e ilustradora Katia Canton.

Além de temas artísticos, a obra também aborda assuntos históricos, literários e relacionados ao meio ambiente. Todos os capítulos seguem a mesma estrutura: começam com a apresentação de um conceito e depois partem para a proposta de atividades. Muitas delas envolvem trabalhos manuais com carimbos, lápis de cor, fitas adesivas, fotos, tecidos e outros materiais. Um ponto interessante é a presença de técnicas variadas, muitas desconhecidas pelas crianças da atual geração, como é o caso do uso do papel-carbono para fazer cópias invertidas de desenhos.
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O livro também contempla sugestões de brincadeiras envolvendo a produção de textos. Em um dos capítulos a autora conta quem foi Charles Perrault e como ele influenciou os autores de contos de fadas ao disseminar o “era uma vez”.

Para trabalhar esse tópico, as crianças são estimuladas a criar um conto a partir de elementos dados pela autora. Em outro capítulo, o desafio é inventar uma história em quadrinhos a partir de onomatopeias. No total, há mais de 80 atividades para os leitores ampliarem seus conhecimentos, aprender novas técnicas artísticas, explorar a criatividade e, claro, se divertir.

Outra obra interessante com ideias para trabalhos práticos é a coleção Mundo da Arte, composto por dois volumes: Pessoas e Animais, ambos assinados pela inglesa Susie Brooks. O objetivo da autora é introduzir as crianças no mundo das artes e encorajá-las a desenvolver habilidades artísticas. Para isso, ela utiliza obras famosas, como O grito, do pintor Edvard Munch, e As meninas, de Velásquez, para depois mostrar como os leitores podem recriá-las.

O intuito, no entanto, não é reproduzir as telas de maneira idêntica, mas sim fazer releituras valendo-se de outras técnicas. Em Pessoas, Susie ensina, por exemplo, a confeccionar carimbos de legumes para compor Vertumno, o famoso retrato de frutas, legumes e flores elaborado por Arcimboldo por volta de 1590.

Outras leituras

Eu cresci aqui, Anne Crausaz (Pequena Zahar, 48 págs., R$ 39,90)
De forma poética e delicada, este livro retrata com belas ilustrações e poucas palavras a passagem das estações do ano e o ciclo da vida. A “personagem” principal é uma semente, que atravessa o outono e o inverno para enfim germinar, crescer e se transformar em uma frondosa macieira.

O tapete de pele de tigre, Gerald Rose (Caramelo, 32 págs., R$ 38,00)
Na selva indiana, um velho tigre entra sorrateiramente no palácio do rajá, que é como um príncipe indiano, para conseguir comida e abrigo. O detalhe é que ele finge ser um tapete de pele de tigre para não chamar a atenção. Vivendo das sobras dos jantares, o personagem vai mantendo a farsa até que se vê obrigado a mostrar sua verdadeira identidade.

Taquinho e Clau, uma dupla legal?, Lilian Sypriano (Formato, 64 págs., R$ 32,90)
Liloca Gatoca e a turma toda da Casa Amarela recebem certo dia a visita de Taquinho e Clau, engenheiro e arquiteto, respectivamente. Eles contam ter construído a casa há 25 anos e revelam que o local guarda um tesouro no sótão. Desfeito o mistério, os dois se oferecem para trocar as moedas de ouro por dinheiro. A dúvida é se eles cumprirão o acordo.

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