Os desafios 4.0 batem à porta

A quarta revolução industrial já é realidade e começa a impactar as IES, o mercado e a sociedade

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revolução tecnológica

Os especialistas em recursos humanos são categóricos: com a chegada da indústria 4.0, as profissões vão se transformar e várias delas, desaparecer. É um movimento mundial que, cada vez mais, exigirá profissionais capacitados a lidar com a evolução tecnológica e a entender as novas demandas que surgem a todo instante.

“Haverá uma mudança muito grande nas relações de trabalho, uma transformação radical nas profissões, no estilo de vida das pessoas, na forma de se relacionar. E isso tudo está vindo numa velocidade absurdamente rápida; bem mais rápida que nas revoluções anteriores”, resume Fábio Cespi, diretor da Divisão de Educação da Techne.

Na era da Internet das Coisas, máquinas, equipamentos e processos estarão conectados. A impressão 3D, por exemplo, promete uma mudança radical na cadeia de suprimentos — desde o armazenamento da matéria-prima até a entrega do produto ao consumidor final. “Ao encomendar um produto, em vez de aguardar a entrega, o consumidor irá até um ponto determinado e imprimirá esse produto em 3D. No caso da instituição de ensino, alunos poderão imprimir peças, maquetes e protótipos que desenvolveram nas aulas de laboratório”, descreve.

De robô para aluno

O destaque das tecnologias voltadas à automação são os robôs integrados. Com capacidade de realizar as atividades repetitivas, hoje feitas pelas pessoas, os robôs desenvolvidos pela equipe do sistema de gestão educacional Lyceum são voltados para a comunicação com o aluno.

“A ideia é que o aluno ou candidato fale com a instituição por meio do robô e que seja atendido até efetuar a matrícula”, explica o diretor. O robô pode fornecer todas as informações sobre o curso, os diferenciais, o preço e o local de oferta, por exemplo.

Com a tecnologia robótica, é possível fazer toda a captação de um aluno via robô. Desde a coleta dos dados pessoais e do cartão de crédito, o robô faz tudo como se fosse uma pessoa e, no final, fecha toda a transação. “Com isso, o
aluno não precisa preencher formulários, nada. O robô faz tudo por ele. Existe ganho dos dois lados. O aluno ganha por causa da eficiência”, diz.

O Lyceum integra-se às mídias sociais e usa o Messenger para fazer a comunicação dos robôs com o aluno. O relacionamento é outro ponto da revolução 4.0. “Quando um aluno conversa com o nosso robô, já sabemos quem ele é, seu nome, de onde veio, pois estamos conectados à mídia social. Ele já é alguém qualificado. Ou seja, levantamos toda essa riqueza de informações a partir do primeiro contato. Depois, com esses dados, é possível usar estas informações para fazer um trabalho de marketing com o aluno”.

 

Era 4.0

Fábio Cespi (foto: divulgação)

Antes e depois do Big data

A possibilidade de se trabalhar com muitos dados abriu alternativas importantes para as IES — ter a capacidade de analisar um volume de informações, fazer correlações e tomar decisões baseadas em predição de evasão. Com o Big data e o Analytics, dá para identificar alunos com potencial ou mais tendência em evadir, com base no seu perfil e histórico.

“Isso é uma informação muito importante para a instituição, porque ela pode escolher em qual perfil de aluno vai focar os esforços de captação, aprendizagem ou concessão de crédito estudantil, onde ela pode escolher um aluno com maior chance de não evadir”, exemplifica Cespi.

A vida na nuvem

Segundo o diretor da Techne, hoje as instituições têm a normativa e em breve terão a obrigatoriedade de registrar toda a vida do aluno no meio digital. “Temos uma base para guardar toda a vida do aluno ali, seus documentos, as atividades que realizou, notas, diários de classe”, diz.

Todos os dados ficam guardados em um acervo digital na nuvem, que pode ser consumido pelo aluno ou pela instituição. “O Lyceum pode funcionar todo em nuvem para clientes que não querem se preocupar com nada. Estamos com um foco grande em disponibilizar todos os serviços possíveis na nuvem, porém nossa oferta permite colocar uma parte, que é a arquitetura híbrida, tudo, ou nada”.

Apontando caminhos e boas práticas

É fato. Perderá o trem da história a instituição que não se preparar para participar da corrida tecnológica. A equipe do Lyceum trabalha na retaguarda e fornece os instrumentos para que a IES possa gerir novos mecanismos de aprendizagem. E isso se estende aos aplicativos para alunos e pais, e aos professores também.

“Temos visto muito a implementação da aprendizagem ativa, com foco no aluno — ele como protagonista e o professor como um tutor. Isso é algo já previsto há mais de quinze anos e é a tendência que enxergamos”, afirma Fábio Cespi.

Quando se trata de aprendizagem ativa, os mecanismos de gestão são diferentes. As formas tradicionais de avaliação não se aplicam — as turmas muitas vezes são pequenas, o aluno faz auto avaliação e avalia seus colegas; um terceiro avalia o aluno, além de avaliações em grupos. “Tudo isso está disponível e pode ser implementado por meio dos nossos portais”, conta.

Cespi não vê muita reatividade por parte das instituições no momento. O problema principal a ser superado é que, para ele, nem todas já amadureceram a como implementar os modelos ativos: muitos estão aprendendo, dando os primeiros passos. “Conhecemos experiências que deram muito certo e buscamos disseminar esse conhecimento, levar essas boas práticas para todos nossos clientes. Nosso papel é participar ativamente desse movimento, do sucesso dos nossos clientes”, conclui.

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