Novo desafio para as IES: formação para a vida toda

Presidente do Instituto Tecnológico de Monterrey afirma que as instituições precisam manter os egressos continuamente atualizados

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Tecnológico de Monterrey: defesa de que as instituições garantam aos egressos formação para a vida toda

Com tantas mudanças acontecendo, os educadores acreditam que os profissionais precisam aprender continuamente para acompanhar as inovações ou, de preferência, chegar antes delas. Essa é a essência do conceito da aprendizagem para a vida toda, ou lifelong learning.

Salvador Alva, presidente do Tecnológico de Monterrey, no México, declarou que, por esse motivo, os egressos deveriam sair das instituições de ensino superior com uma espécie de título de “membro vitalício”.

Falando para 3 mil professores e líderes do ensino superior no Congresso Internacional de Inovação na Educação, Alva reforçou que as IES não devem se preocupar apenas em garantir que seus alunos arrumem o primeiro emprego. A partir de agora, elas também devem prover meios para que os egressos adquiram, ao longo de suas vidas profissionais, todas as habilidades necessárias para continuarem ativos e com condições de liderar projetos.

E o meio de fazer isso é manter as portas abertas para que os profissionais formados regressem, se atualizem e façam novos contatos. Em entrevista ao site Times Higher Education, Alva enfatizou: “Acho que as universidades estão falhando em uma série de aspectos. Há um esforço muito grande para inserir os egressos em postos bem-remunerados, pois existe a crença de que isso aumentará a reputação da universidade, bem como as doações vindas de egressos. Mas a pergunta central é: esse é o melhor modelo para os alunos?”.

O presidente do Tecnológico de Monterrey, considerado uma das melhores instituições de ensino da América Latina, reconheceu que, por anos, eles estiveram aquém do que o mercado desejava e que seus métodos de ensino eram “primitivos” simplesmente porque não esperavam pelas mudanças ocorridas nos últimos anos.

Mas, ao reconhecer o novo cenário, a instituição passou por uma reforma radical no currículo. As avaliações também não são mais as mesmas e os alunos agora precisam obrigatoriamente participar de projetos que beneficiem a comunidade local.

“As universidades estão se expandindo, mas o acesso à educação está em declínio”, comentou sobre a situação do México. “Nós queremos aumentar a consciência a respeito da situação social e preparar as pessoas – não importa a idade – para o futuro. Eu quero dar aos meus alunos essa garantia de educação vitalícia para que, mesmo que o cenário mude drasticamente, eles possam ser bem-sucedidos”, afirmou.

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