Centro Universitário Celso Lisboa reinventa seu modelo de ensino

Instituição faz transformações para elevar o desempenho de seus alunos e estimular a transformação do setor

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Salas de aula da Celso Lisboa: dois professores por sala, extinção das provas e do ensino por disciplinas

Começo e fim de aula são momentos complicados para os professores. Se os alunos não estão atrasados, estão saindo antes da hora, deixando as salas rarefeitas.

No Centro Universitário Celso Lisboa a situação era muito parecida, mas há mais de um ano os docentes começaram a notar uma mudança.Os estudantes estão mais pontuais, participam mais das aulas e não vão embora antes de terminarem as atividades do dia. A evasão também caiu 40% neste ano em comparação com 2016 e a captação aumentou de 15% a 20%, dependendo do curso. Como a instituição carioca conseguiu tais resultados? Reinventando sua metodologia de ensino, resume seu diretor acadêmico João Carlos Padilha.

A mudança começou a ser traçada em 2015 depois de mais de um ano e meio de estudos e pesquisas sobre novos conceitos e metodologias educacionais. Os professores foram treinados durante as férias para trabalhar com novas abordagens de ensino, como a Aprendizagem baseada em Projetos, e as salas de aula foram reformadas para facilitar o trabalho em grupo e o uso de tecnologias.

Apesar dos altos investimentos e dos bons resultados colhidos no projeto-piloto, a iniciativa não gerou os resultados esperados depois de aplicada em massa. A evidência mais clara estava no desempenho dos alunos, que não mudou consideravelmente, explica Padilha.

Foco nas competências

O salto para conquistar os resultados mencionados anteriormente se deu com uma mudança mais radical. Eles abandonaram o ensino por disciplinas e adotaram o ensino por competências. O ponto de partida continuou sendo as Diretrizes Curriculares Nacionais. Porém, eles acrescentaram a essa referência as competências que o mercado deseja ver nos egressos – informação que foi apurada com base em entrevistas nos conselhos de classe.

Os conteúdos de cada disciplina foram destrinchados e reorganizados em novas “caixinhas”, não mais chamadas de disciplinas. As salas de aula também passaram por nova mudança para abrigar estações de trabalho – as carteiras foram extintas. Indo mais além, um grupo de 20 professores passou por um processo de desintoxicação, como define Padilha. Foram três meses de treinamento intenso, que depois foi replicado para outro grupo de professores.

Em três anos, todos os docentes passarão pela capacitação. Essa foi a solução encontrada pela Celso Lisboa para treinar adequadamente o corpo docente composto por 200 profissionais.

Nas turmas novas, há agora dois professores por sala de aula, que atuam como tutores dos alunos, que quase sempre trabalham a partir de projetos. Outra inovação foi a extinção das provas. Os estudantes são avaliados dia a dia, além de fazerem autoavaliações.

O plano da instituição é estender o modelo para todas as classes e alunos, além de continuamente aprimorar a LIGA, como foi batizada a metodologia. Segundo Thiago Almeida, diretor de Inovação, o plano da instituição é disponibilizar em breve as inovações criadas para inspirar outras IES e, assim, transformar a educação.

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