Iniciação desamparada

Pesquisa mostra que uma minoria dos professores recebe tutoria ao ingressar na carreira

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A falta de suporte aos que estão se iniciando na carreira explica a baixa retenção de docentes nos seus postos de trabalho, especialmente nos primeiros anos de docência, segundo pesquisas já realizadas. Apesar da reconhecida importância da tutoria e de outros programas do gênero, as escolas brasileiras ainda não trabalham com o recurso. Atualmente, menos de um terço dos professores reportam ter participado de programas formais ou informais de apoio e treinamento no primeiro emprego como professor – um dos menores percentuais verificados na Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis). Os dados foram divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), que publicou um relatório nacional contendo mais detalhes da amostra de professores e diretores brasileiros analisados.

Ainda sobre os programas de indução, como são definidas as atividades estruturadas para dar sustentação aos professores nos primeiros anos de atividade, o levantamento aponta que os docentes da rede privada são os que mais participam deste tipo de programa (36%), seguidos pelos professores das escolas federais (34%) e, por último, os docentes das redes estaduais e municipais (30% e 31%, respectivamente). Em países como a Inglaterra (76%) e a Coreia do Sul (72%), a maior parte dos docentes declaram ter participado de programas formais de iniciação na carreira.

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Entrando no campo da formação, a pesquisa mostra que 62,3% dos educadores tiveram, na graduação, aulas de todas as disciplinas que lecionam e que um grupo ainda menor, 50,9%, esteve matriculado em cursos que incluíram componentes sobre pedagogia ou a didática de todas as disciplinas (veja mais no gráfico).

Sobre o perfil dos professores, o relatório nacional da Talis aponta que 71% dos educadores brasileiros são do sexo feminino. A idade média é de 39 anos e o percentual daqueles que concluíram algum curso de educação superior é de 94%. Quanto ao exercício da profissão, 77% deles têm contrato permanente e 40% estão empregados em tempo integral.

Coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Talis é feita em 34 países com professores do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, além dos diretores de suas respectivas escolas.

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