As escolas devem ensinar os alunos a pensar, e não a passar em provas

Diante dos impactos da 4ª Revolução Industrial, o sociólogo José Pastore afirma que um sistema educacional voltado ao desenvolvimento de habilidades sociais será fundamental para o equilíbrio do mercado de trabalho

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futuro do mercado de trabalho

Articulação entre escola, empresa e governo é essencial para uma sociedade saudável, defende Pastore (foto: Gustavo Morita)

As transformações da 4ª Revolução Industrial trazem muitas incertezas sobre o futuro do mercado de trabalho. O professor José Pastore, pesquisador e sociólogo da FEA e FIA/USP, apresentou o cenário que está por vir nesse campo das profissões durante a abertura do 20º Fnesp, realizado pelo Semesp em São Paulo.

Pastore afirma que a capacidade de pensar será fundamental para ingressar ou se manter no mercado de trabalho – e essa capacidade deve ser desenvolvida nas escolas, com uma educação de qualidade, que não prepare os alunos apenas para passar em provas, pontuou.

Além disso, ainda que a presença de robôs aumente cada vez mais, só o ser humano possui habilidades sociais, como criatividade, empatia, coragem e toda parte emocional e afetiva que máquinas ainda não vão obter. “Por isso, a previsão é que as profissões que demandem habilidades empáticas cresçam”, declara.

A articulação entre escola, empresa e governo foi outro ponto defendido por Pastore nesse processo de transformação social, bem como a evolução das próprias instituições de ensino. “Não vamos poder ter inovação do século 21, mentalidade do século 20 e instituições do século 19”, salientou o professor, que acredita que, diante das tecnologias, as escolas precisam ser versáteis, parceiras das empresas e diversificadas.

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