Em matemática, jovens da elite brasileira ficam na 57ª posição (de 65) no Pisa

Claudia Costin apresentou dados que colocam a excelência do ensino privado em perspectiva

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Má notícia para quem vê o ensino privado como um oásis de excelência na Educação Básica brasileira: levando-se em conta apenas os resultados em matemática dos jovens de elite (25% mais ricos) no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o Brasil aparece na 57ª posição entre os 65 países avaliados. Nos resultados gerais, ficamos em 58º.

Os dados foram apresentados por Claudia Costin, diretora-sênior para Educação do Banco Mundial, durante o seminário internacional Caminhos para a qualidade da educação pública: gestão escolar, promovido em São Paulo (SP) no começo de setembro pelo Instituto Unibanco e correalizado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo Claudia, a escola privada no Brasil também tem problemas graves de gestão derivados do processo educacional, tais como a formação inicial e a seleção dos professores, que atingem tanto o ensino público quanto o privado.

Certificação para diretores

Durante o mesmo seminário, o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Manuel Palacios, anunciou que a pasta planeja criar, para 2016, um programa de formação e certificação federal de diretores de escolas públicas.

“O desenho desse programa depende ainda de entendimentos com as secretarias de Educação para examinar possibilidades de associação com iniciativas estaduais e municipais”, declarou o secretário. A ideia, diz Palacios, é que sejam publicados padrões para o exercício profissional e que instituições de ensino superior conduzam o processo de certificação, que ocorrerá por iniciativa do diretor ou candidato e mediante acordo com as redes de ensino.

Mais tarde, o ministro Renato Janine Ribeiro disse que ainda não é possível anunciar uma data para o lançamento do primeiro edital do programa e comentou a iniciativa. “O importante é termos uma formação em que o diretor de escola seja habilitado a lidar com dados numéricos e estatísticos, que são um grande diagnóstico dos pontos fortes e fracos de cada escola”, declarou. Segundo Janine, a formação de diretores deverá contemplar também o conhecimento das soluções disponíveis para melhoria de desempenho, a capacidade de administrar conflitos e a habilidade de formar equipes de professores que trabalhem de forma empenhada.

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