Em duas décadas, ensino superior é obrigado a se reinventar

Setor se reconfigurou com a entrada de novos competidores, a profissionalização da gestão e os investimentos em inovação acadêmica

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Ensino superior se reinventa

Foto: Shutterstock

Em 1998, 2 milhões de pessoas se matricularam em um curso superior. Esse número foi 9% maior que o registrado no ano anterior e 13% superior em relação a 1996, ano em que foi promulgada a Lei de Diretrizes e Bases, a LDB. Essa referência é importante porque pavimentou a entrada de novos competidores no setor, um acontecimento com importantes desdobramentos.

Quase 20 anos depois, o último Censo publicado pelo Inep (2016) apontou a existência de 8 milhões de matrículas.

Foi no início desse processo de aquecimento para as IES que nasceu a revista Ensino Superior. Para marcar a data, ouvimos diversos especialistas para fazer um balanço do setor e ainda selecionamos alguns dados que ajudam a entender esse processo de evolução (aguarde nossas matérias que serão postados aqui no site).

MATRÍCULAS

De 1998 até 2006, data do mais recente Censo do Ensino Superior, as matrículas em cursos de graduação presenciais cresceram 308%. A expansão mais acentuada se deu na rede privada, que aumentou 355%. Em 2015, contudo, pela primeira vez essa curva de crescimento foi interrompida, provavelmente por causa da redução do Fies.

gráfico matrículas

EAD

As informações mais antigas sobre as matrículas em cursos a distância datam de 2009. De lá para cá, as matrículas aumentaram 106% na rede privada e 71% na rede pública. A tendência é que esse crescimento se sustente, especialmente depois do marco regulatório de 2018, que flexibilizou as regras de oferta de cursos EAD.

Gráfico de matrículas em cursos a distância

FIES

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é apontado como o principal programa de inserção de jovens das classes C e D no ensino superior. Entre 2010 e 2014, o volume de vagas ofertadas pelo programa cresceu na proporção de 10 vezes. Se por um lado ele deixou um legado positivo em termos de inclusão, por outro prejudicou as contas públicas com uma inadimplência crescente, fruto de problemas estruturais do programa. Reformulado diversas vezes desde 2015, o Fies hoje não atende mais à demanda por financiamento estudantil da população, o que indica a necessidade de novas mudanças.

Gráfico Fies

 

ProUni

O Programa Universidade para Todos oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. As bolsas concedidas – integrais (100%) ou parciais (50%) – são destinadas a estudantes brasileiros de baixa renda que tenham completado o ensino médio em escola pública. Em geral, o número de bolsas cresceu entre 2016 e 2017, mas o volume de financiamentos integrais caiu – e atualmente encontra-se nos patamares de 2013.

Fonte: Inep/Sindata (Semesp)

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