Startup desenvolve ferramenta para ensinar alunos a empreender

Ferramenta pode ser utilizada até por professores que não familiaridade com a estruturação de novos negócios

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De maneira geral, há uma grande desmotivação dos jovens com o modelo tradicional de ensino, relatam os educadores. Os millennials, em particular, querem ser protagonistas do processo de ensino e aprendizagem , e essa postura mais ativa também se expressa no desejo de empreender.

Ensinar os alunos a montarem seus próprios negócios, contudo, não é tarefa simples. Pesquisa realizada pela Endeavor e Sebrae mostra que a maioria das instituições de ensino ainda fazem isso de forma muito teórica, sem dar oportunidade de os estudantes montarem planos de negócios reais.

Uma possível solução para esse problema pode vir da startup DreamShaper, que desenvolveu uma plataforma para auxiliar os professores que querem trabalhar com projetos, inclusive a criação de novos negócios. Ao acessar o site, o aluno descreve o projeto que deseja realizar e o próprio sistema o conduz na elaboração do plano que, por seu turno, lhe indicará passo a passo o que precisa ser feito para a sua concretização.

Ao longo do processo, o estudante é levado a estudar o mercado em que deseja entrar, a concorrência e os recursos de que necessitará, por exemplo. João Borges, cofundador e responsável pela área comercial da DreamShaper, afirma que a plataforma oferece toda a metodologia necessária para montar um negócio.

Ou seja, mesmo que o professor não esteja totalmente familiarizado com a estruturação de novos negócios, ele pode assim mesmo conduzir uma disciplina nessa área. Nesse caso, sua atuação fica focada na área que domina, ensinando e prestando suporte em questões relacionadas exclusivamente à matéria, quer seja administração, direito, comunicação e assim por diante.

A trajetória proposta pela plataforma também ajuda os estudantes a desenvolver competências socioemocionais e do mundo do trabalho, entre elas a disciplina, a autonomia e a capacidade de trabalhar em equipe.

Anhembi Morumbi, USP, FGV, PUC e Unifor são algumas instituições que estão trabalhando com a plataforma, que tem um custo de licença por aluno. Muitas delas ainda utilizam o sistema em projetos integradores (geralmente, aqueles que envolvem professores de diversas disciplinas) e em projetos de conclusão de curso, os TCCs.

A DreamShaper também atua na área da educação básica e está presente, inclusive, na rede estadual de São Paulo.

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