Desenvolvimento profissional e pessoal

Flexibilidade, liderança e visão sistêmica entre as nove competências atitudinais desenvolvidas nos cursos da Unifeob

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Estudantes do curso de Arquitetura da Unifeob: aposta na interdisciplinaridade para tornar a aprendizagem significativa

A comunidade acadêmica estava angustiada. Essa é a palavra usada por Inês Waitz, coordenadora pedagógica do Centro Universitário Fundação de Ensino Octávio Bastos (Unifeob), para definir o estado de ânimo dos professores e coordenadores pedagógicos em relação à formação acadêmica e profissional dos alunos. Na percepção deles, o conteúdo trabalhado em sala de aula estava compatível com as necessidades do mercado de trabalho, mas não era suficiente. Os alunos precisavam de mais.

Foi daí que nasceu a ideia de adotar o ensino por competências, projeto que foi colocado efetivamente em prática em 2012, quando a instituição reestruturou o currículo dos cursos de licenciaturas (Letras, Pedagogia, Matemática, Química, Ciências Biológicas, História, Geografia) e saúde (Enfermagem e Fisioterapia) para tornar a aprendizagem mais interdisciplinar e desenvolver nos alunos competências atitudinais.

Atualmente, os 28 cursos de graduação da instituição localizada em São João da Boa Vista (SP) trabalham nesse modelo, que neste ano começou a ser estendido aos programas de pós-graduação. Os cursos são organizados em módulos e cada um deles é composto por unidades que conversam entre si a fim de tornar a aprendizagem significativa. Os alunos de Veterinária, por exemplo, não têm aulas de anatomia, fisiologia etc., mas sim de “Sistemas respiratórios”, onde aprendem todos os conteúdos que importam para a compreensão daquele sistema, exemplifica a coordenadora.

Sobre as competências atitudinais, elas foram revistas recentemente e se tornaram nove no total: flexibilidade, comprometimento, relacionamento interpessoal, trabalho em equipe, comunicação, visão sistêmica, liderança, tomada de decisão e organização e planejamento. Cada módulo trabalha uma delas e os alunos recebem feedback dos professores a cada bimestre. A orientação é individual e baseada em evidências, e sua finalidade é promover o crescimento pessoal e profissional do estudante.

Há ainda um terceiro eixo, a Formação para a Vida, que busca levar os estudantes a se autoconhecer, a pensar sobre seus valores, a gerenciar seus objetivos de vida, entre outros fins. Essa parte trabalha também a autonomia, outro dos pilares da metodologia. Ao levar o estudante a pensar sobre sua vida e carreira, ele tende a assumir uma postura mais proativa e responsável, de acordo com Inês. Essa parte é trabalhada principalmente a distância por meio de textos, vídeos e orientações dadas por tutores.

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