Descompromisso global

Em metas para a educação mundial, Brasil é um dos países que mais contribuem para analfabetismo no mundo

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Faltando menos de dois anos para terminar o pra­zo de cumprimento dos objetivos da Educação para Todos, pacto firmado no ano 2000 por 164 países, a Unesco divulgou que nenhum objetivo será conquistado globalmente até 2015. O anúncio foi feito com o lançamento da 11ª edição do Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, cujos dados contemplam a colaboração do Brasil, signatário do compromisso.

Dos aspectos positivos da participação brasileira, o levantamento destacou o fato de o ensino fundamental estar quase universalizado, com 94,4% da população de 7 a 14 anos incluídos nesse nível de ensino. Dos fatores negativos, sobressaiu o alto número de adultos analfabetos. Há 13,9 milhões de pessoas nessas condições, um universo maior do que toda a população da cidade de São Paulo, de 11,8 milhões. Por conta disso, o Brasil figurou na lista das dez nações responsáveis por quase três quartos do número de adultos analfabetos no mundo.
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O relatório ainda destacou a importância de os governos melhorarem a carreira docente e qualificarem os profissionais do setor. Aumentar os salários está entre as recomendações para atrair e reter talentos. Sobre esse aspecto, verifica-se que o Brasil tem um trabalho a fazer, pois profissionais e técnicos com características similares ganham 43% a mais que professores pré-primários e primários.

Tópico sempre presente, os investimentos em educação também foram abordados. Pelos dados, verifica-se que países de baixa e média renda aumentaram os recursos injetados no setor, como mostra o gráfico acima. Pertencente a essa categoria, o Brasil também passou a alocar uma maior parcela de seu PIB no setor. O segundo gráfico mostra a distribuição dos recursos por nível de ensino.

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