Escola de cursos livres conquista 65 mil alunos

Criada em 2013, Descola aposta em programas que ajudam as pessoas a desenvolver competências técnicas e socioemocionais

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É no conceito lifelong learning, que pode ser traduzido por “aprendizagem ao longo da vida”, que André Tanesi aposta. Ele é o CEO da Descola, uma startup criada em 2013 que oferece cursos livres online para as pessoas desenvolverem habilidades profissionais e socioemocionais.

Até o momento, a escola já conquistou mais de 65 mil alunos e lançou 64 cursos. Os mais procurados são os ligados à comunicação, como os que tratam de storytelling e design thinking, mas no portfólio há programas como “Como ser entendido: Uma técnica para te ajudar a explicar melhor” e “Pesquisador de tendências: Como identificar e mapear comportamentos para prever mudanças”.

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“A gente toma muito cuidado na criação de um curso online, pois você precisa pensar em uma nova forma de construir a jornada de aprendizagem. É bem diferente de um curso presencial”, revela o publicitário e CEO da startup.

Partindo desse princípio, a Descola criou uma metodologia baseada em três pilares: formatação de conteúdo, ciclo de aprendizagem e experiência do aluno.

Na formatação de conteúdo ocorre a curadoria dos temas e professores. Tanesi explica que, ainda nessa etapa, a equipe se junta aos docentes para definir os elementos que contarão a história/tema.

Já no ciclo de aprendizagem a equipe constrói a jornada para o aluno com base no que foi planejado anteriormente, definindo, por exemplo, se o conteúdo será apresentado em vídeo ou em e-book, se será teórico ou prático.

Sempre lembrando da importância de inspirar o estudante, a escola trabalha a experiência do aluno, cuidando de aspectos como a linguagem, que precisa ser simples, e a estética do vídeo, que deve despertar e engajar quem assiste.

Outro diferencial, e que serve para a startup se autoavaliar, é o balanço feito pelo aluno no final do curso, que registra o quanto se sente apto a aplicar as habilidades aprendidas. Em média, essa taxa é acima de 80%.

De acordo com Tanesi, a taxa de conclusão de todos os cursos, que não expiram e podem ser vistos sem limite, é acima de 60%.

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Da esquerda para a direita os fundadores da Startup: Daniel Pasqualucci, Gustavo Paixa e André Tanesi (foto: divulgação)

Sociedade disposta. Caminhos abertos

A mudança de comportamento dos brasileiros em relação à educação online é sentida pelo publicitário, que enxerga uma maturidade do mercado. “Acho que a gente está derrubando uma barreira. Tem um desafio muito grande de mostrar para as pessoas que fazer curso online é legal, prático e, acima de tudo, relevante. É possível aprender, e as pessoas estão percebendo isso”, detalha.

Outros dois publicitários integram o time de sócios da startup: Daniel Pasqualucci e Gustavo Paiva. Já para a produção de conteúdo eles contam com uma equipe de designer instrucional, produtor de conteúdo, editor de vídeo, videomaker, entre outros especialistas. E eles pretendem aumentar a equipe, pois hoje eles lançam mensalmente cerca de três cursos na plataforma, número que deve se expandir.

A parceria com o setor de educação corporativa é o principal ativo da Descola, justamente por causa do desenvolvimento das soft kills.

Ainda não há parcerias com instituições de ensino superior, mas o CEO enxerga potencial para realizá-las. Os cursos poderiam ser usados para atrair alunos para as IES e até como parte das horas complementares.

Antes da aposta

Para acompanhar as tendências do mercado e lançar cursos inovadores, Tanesi e sua equipe realizam uma série de ações, desde análise do mercado e pesquisa de conteúdo a estudos dos movimentos culturais e comportamentais no Brasil e mundo. O curso Vieses inconscientes: livre-se de condutas tendenciosas para viver em diversidade, por exemplo, estava guardado há dois anos e só foi lançado nesta sexta-feira, 12, porque a startup achava que o mercado ainda não estava pronto para lidar com o tema.

Tanesi brinca ter sido picado pela área da educação. “Na educação, você muda a vida das pessoas”, reconhece o publicitário, que conta que a ideia de trabalhar no setor surgiu em 2011, de uma inquietação entre amigos de querer aprender. Ao olhar para o mercado, sentiram que havia potencial para um negócio.

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