Como formar engenheiros inovadores

Facens investe em um Fab Lab para ir além das competências técnicas

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Atividades realizadas no Fab Lab Facens são integradas às atividades de ensino, pesquisa e extensão

O Brasil precisa realmente de mais engenheiros? Ou será que o problema do setor produtivo não seja a falta profissionais qualificados? Considerando que, em geral, os cursos de engenharia ainda estão muito focados no desenvolvimento de competências técnicas, é preciso considerar a segunda hipótese.

Com tantas transformações em curso, o mercado passou a valorizar habilidades como a capacidade de inovar. Desenvolvê-las nos cursos de graduação é um desafio – mas um desafio que pode ser superado, como mostra a Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens). Em 2015, a instituição implantou um Fab Lab para os alunos irem além da aquisição de competências técnicas, e os resultados têm sido positivos.

Desde a inauguração, mais de 1,9 mil projetos foram criados e cerca de 3 mil alunos utilizaram o espaço em atividades integradas ao ensino, pesquisa e extensão. Essa integração, aliás, é um dos aspectos-chave do sucesso do Fab Lab Facens, explica Siron Cesar Pacheco Pereira, responsável pelo laboratório.

Para viabilizar essa integração, a instituição ofereceu cursos a alunos e professores para ensiná-los a utilizar os principais equipamentos do laboratório, como impressoras 3D, máquinas de corte a laser e fresadora CNC.

Feito isso, a instituição ressaltou para diretores, coordenadores e professores a importância de permitir aos alunos empregar conceitos estudados em sala de aula na construção, inclusive, de protótipos de peças ou produtos desenvolvidos em projetos de iniciação científica e trabalhos de conclusão de curso.

Já nos programas de extensão, o Fab Lab serviu como um catalisador das atividades do Laboratório de Inovação e Competições em Engenharia (LINCE) e do Smart Campus Facens.

De acordo com Pereira, muitos projetos inovadores já foram criados. Citando um deles, o professor menciona a criação de ferramentas e brinquedos que ajudam no desenvolvimento da coordenação física e motora de crianças com deficiência física atendidas pela Associação de Deficientes de Votorantim. A iniciativa se desenvolveu no Laboratório de Inovação Social (LIS), da instituição.

Além dos ganhos na formação acadêmica, a implantação do laboratório também trouxe outras vantagens, como a internacionalização. Em colaboração com a Fab Foundation, a instituição começou a oferecer o programa Fab Academy, inteiramente fundamentado no curso de prototipagem rápida do MIT – How to Make (Almost) Anything – e coordenado globalmente pelo professor Neil Gershenfeld, do Centro de Bits e Átomos do MIT (CBA).

Resultados como esses fizeram com que a instituição ampliasse ainda mais os investimentos no Fab Lab. Em setembro, foram adquiridos mais equipamentos, e a área de trabalho disponível para atendimento aos alunos foi ampliada. “O plano da Facens é cada vez mais incentivar os professores e alunos a realizar atividades que aproximem o campo teórico do prático e assim viabilizar de forma mais rápida os projetos desenvolvidos na faculdade”, declara Pereira.

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