Como acolher alunos novos na escola

Coordenadores de berçário já sabem: o período de adaptação dos bebês é um momento de acolhida para toda a família, feito de maneira bastante gradual. Mas engana-se quem acha que o amparo está restrito a essa faixa etária. Cada fase pede uma recepção diferente, mas todas têm o seu valor.

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Coordenadores de berçário já sabem: o período de adaptação dos bebês é um momento de acolhida para toda a família, feito de maneira bastante gradual. Mas engana-se quem acha que o amparo está restrito a essa faixa etária. Cada fase pede uma recepção diferente, mas todas têm o seu valor.

 

Para o coordenador pedagógico do Sistema de Ensino CPV Alexandre Antonello, o papel da escola é integrar a criança a uma nova realidade, mas também tranquilizar a família. Veja abaixo sugestões do que pode ser feito de acordo com cada fase.

 

Infantil:

Uma das ações que a escola pode fazer é começar cada turma em um dia diferente da semana. Dessa maneira, todos os professores, auxiliares e também coordenação e direção estarão dedicados a dar apoio integral à cada uma das turmas.

 

No caso das crianças de 2 anos, o primeiro dia pode ser menor, com atividades até o meio do período. “Nessa idade é aconselhável que os pais levem os filhos até a sala, para que os adultos sintam-se seguros”, conta Antonello. Enquanto os pequenos ficam com a professora, os pais podem esperar em outra área da escola, até o horário de ir embora.

 

O importante é a escola estar sempre disponível para os pais, pois é a época da vida escolar em que eles sentem-se mais aflitos.

 

A partir do 2º ano um aluno da escola pode ser eleito para integrar o aluno novo à rotina

A partir do 2º ano um aluno da escola pode ser eleito para integrar o aluno novo à rotina

Fundamental 1:

Esta é a primeira grande mudança para as crianças, e elas costumam sentir-se bastante importantes. Mas na hora em que, de fato, chegam à escola, a insegurança e a saudade são fatores que podem aparecer.

 

Por isso, a primeira semana do 1º ano pode ser mais leve, sem aulas propriamente ditas. É um período em que a figura da professora de classe é muito importante, pois ela será o apoio emocional. Para criar esse laço de afetividade e também dar mais segurança aos pequenos, ela pode liderar atividades para que o grupo se conheça e também promover passeios pela escola para que as crianças dominem o ambiente.

 

A partir do 2º ano esse papel pode ser feito por um aluno que já está na escola. “Há escolas que chamam de amigo-auxiliar, ou mesmo de amigo-anjo, mas a ideia é uma criança que já conheça as rotinas e locais da escola ser eleito para ciceronear o aluno novo e, assim, fazer a integração com a turma ser mais rápida”, diz Antonello.

 

Na fase do Fundamental 2, a aula de educação física é um bom momento para identificar se o aluno está isolado

Na fase do Fundamental 2, a aula de educação física é um bom momento para identificar se o aluno está isolado

Fundamental 2:

Na segunda grande mudança escolar das crianças, é muito importante que a família tenha clareza sobre a rotina. Os pais precisam saber o número de matérias e de professores, conhecer o material e a grade horária e, principalmente, assimilar as regras da escola. Aqui, o papel da família é essencial para passar segurança às crianças.

 

Quanto à escola, é importante eleger um professor responsável pela turma de 6º ano, de preferência aquele que tenha várias aulas na semana e que vá ter mais contato com os alunos. “Esse professor vai pegar uma das aulas para conversar, escutar quais são as dificuldades, ajudar com a organização dos cadernos e tarefas, orientar para a nova realidade”, indica Antonello.

 

Para os alunos que chegam nas outras turmas do Fundamental 2 é importante que a família saiba que é normal a criança apresentar uma queda de rendimento no primeiro bimestre/trimestre, já que há um rompimento em termos de rotina, professores e amigos. É indicado que o estudante conheça as possibilidades da escola e faça o maior número de atividades, para, então, decidir quais continuar.

 

Quanto à escola, além da coordenação observar os intervalos, para verificar se o novo aluno está isolado, as aulas de educação física, quando todos estão mais soltos, é o melhor parâmetro para atestar a inclusão. Após três semanas, os professores de classe vão ter uma ideia mais clara quanto ao rendimento e adaptação à rotina. Esse é o momento para fazer contato novamente com a família. “Se tudo estiver bem, basta um telefonema para contar que a criança está bem ambientada e perguntar se em casa está tranquilo; se, no entanto, houver algum problema social ou pedagógico, o indicado é chamar a família até a escola e avaliar a melhor maneira de conduzir em conjunto a integração do aluno”, orienta Antonello.

 

Ensino Médio

Aqui começa uma grande fase de transição, pois o adolescente começa a se preparar para a vida adulta. A família costuma escolher a escola de acordo com os objetivos para o futuro e, nesse sentido, a instituição precisa ser muito clara quanto à maneira que conduz as turmas, sem medo de perder alunos por isso. “A escola nunca vai atender a todos, ela precisa se posicionar para estar na mesma sintonia que as famílias”, diz Antonello.
Quanto à integração dos estudantes, nessa fase os professores de classe são os grandes parceiros e sempre há uma grande identificação entre o adolescente e algum membro do corpo docente. Se o professor sentir algum receio ou dificuldade por parte do aluno, ele leva à coordenação. “Mas podemos lembrar que é uma época em que o protagonismo do estudante fica mais evidente e não é incomum ele aparecer sozinho na coordenação para uma conversa informal; é importante recebê-lo de braços abertos e tratá-lo como adolescente, e não mais como criança”, finaliza Antonello.

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