Ponto de partida

Os temas que vão marcar 2018 estão na pauta das Jornadas Regionais, que ainda leva aos gestores dados específicos das instituições locais

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avaliação
Em 2018, as instituições devem registrar uma queda de 10% no número de ingressantes. A previsão se deve principalmente ao redesenho do Fies, que se tornou mais restrito. Na modalidade pública, foram ofertadas apenas 100 mil vagas. Dado o alto número de pessoas que dependem do financiamento público, é de se esperar que uma parcela considerável adie os planos de entrar na faculdade, acredita Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp. Em apresentação realizada nas Jornadas Regionais de São José do Rio Preto, o especialista afirmou que o cenário reforça a importância das políticas públicas. “Somente por meio delas o setor retomará o crescimento.”

Em São José do Rio Preto, as matrículas nos cursos presenciais da rede privada caíram 1% entre 2016 e 2015 (de 39,4 mil para 39 mil), enquanto o número de ingressantes recuou 8,3% (9.315 para 8.542). O encolhimento de ingressantes também foi observado em Barretos, Catanduva, Votuporanga, Araçatuba e Andradina. Destaque para Jales, onde as matrículas caíram 7,2%, mas o número de ingressantes subiu 72,3% (148 para 255).

Seguindo o padrão nacional, os indicadores dos cursos a distância registraram um comportamento bem diferente. Em São José do Rio Preto, a taxa de matrículas cresceu 32,9% no mesmo período (de 3.415 subiu para 4.540), e a de ingressantes, 63,2% (1.894 para 3.091). Em Barretos, Catanduva, Votuporanga, Araçatuba, Andradina e Jales, os números também tiveram ascensão. Apenas em Fernandópolis as taxas caíram.

Novo marco regulatório

As Jornadas também são momentos para discutir os grandes temas do setor – entre eles, a comunicação digital como estratégia para captar e reter alunos, abordado pelo coordenador do SADEBR, Glauson Mendes.

Da mesma forma, os encontros tratam das novidades do campo regulatório. A atualização dos instrumentos de avaliação é o assunto discutido por Maximiliano Dantas, pró-reitor Acadêmico do Centro Universitário UniCarioca. Nas apresentações que tem feito, o professor mostra como as IES podem melhorar seus resultados a partir de algumas mudanças.

O especialista reforça que, a partir de agora, as escolas devem procurar obter, no mínimo, o conceito institucional (CI) 4 para conquistar estabilidade institucional e maior autonomia.

Para aumentar o CI, é fundamental que os gestores, entre outras ações, elaborem um Projeto de Desenvolvimento Institucional (PDI) coerente com a missão, visão, objetivos e estratégias institucionais, atendam a demandas de infraestrutura física e tecnológica, criem políticas de internacionalização e façam o acompanhamento dos egressos pensando em rever suas práticas caso necessário.

Construir um ciclo permanente de planejamento, execução, envolvimento, avaliação, comunicação e feedback é igualmente essencial, ressalta o pró-reitor da UniCarioca. “Não bastarão apenas boas ideias. Deve-se ter o compromisso da execução, avaliação e medidas de correção”, declarou. Um aspecto diretamente relacionado a esse tópico é a profissionalização dos gestores acadêmicos e administrativos. Estes deverão ser os protagonistas das estratégias e políticas institucionais, acredita Dantas.

Também se espera dos gestores a mobilização dos professores em processos de inovação que gerem mudanças institucionais. Trata-se de grande desafio, mas que pode ser alcançado com a adoção de algumas iniciativas, como mostra ao público a coordenadora do curso de Pedagogia do Unisal (Lorena), Maria Aparecida Felix do Amaral e Silva.
A apresentação do decreto 9.235 está sendo conduzida pelo diretor jurídico do Semesp, José Roberto Covac. Ele enfatiza que as IES com conceitos 4 e 5 agora têm vantagens sobre aquelas com conceito 3 – o que não existia no decreto revogado 5.773.

Um exemplo é a possibilidade de credenciamento prévio de instituições vinculadas cujas mantenedoras possuam todas as suas mantidas já recredenciadas com CI igual ou superior a 4 (e não tenham sido penalizadas em função de processo administrativo de supervisão nos últimos cinco anos). No decreto revogado, era obrigatória a visita in loco de avaliação do Inep para a obtenção do credenciamento.

Esse processo simplificado ainda habilitará as IES a ofertar até cinco cursos que já sejam reconhecidos com CC maior ou igual a 4 nas outras instituições da mantenedora.

Além disso, os centros universitários e universidades com CI maior ou igual a 4 poderão solicitar credenciamento fora de sua sede (em outro município, mas mesmo estado), enquanto as faculdades com CI 5 (e um curso de pós-graduação stricto sensu) terão autonomia para expedição de diploma reconhecido pelo MEC. Por fim, o MEC ainda poderá instituir processo simplificado para aumento de vagas, de acordo com os resultados da avaliação, conforme prevê o documento.

Além de Campinas e Marília, as outras duas cidades já visitadas, as Jornadas ainda passarão por Santos (4/4), São José dos Campos (16/5), Sorocaba (23/5) e Ribeirão Preto (5/6).

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