Aula de física e inclusão

Livro reflete sobre práticas inclusivas para alunos com deficiência visual

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Pensar práticas inclusivas durante a formação de professores para o ensino médio. Esta é a proposta do e-book Saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de física, escrito pelo professor Eder Pires de Camargo, da Faculdade de Ciências da Unesp de Ilha Solteira, interior de São Paulo. No livro, que é gratuito, o autor expõe que é possível ensinar muitos conceitos físicos independentemente da visão.


Em treze meses de trabalho para o pós-doutorado, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Camargo estudou o processo de planejamento das atividades de ensino de física em salas de aula que contemplam alunos com e sem deficiência visual. Para a pesquisa, ele acompanhou, em 2005, as aulas de futuros professores, estudantes de licenciatura em física da Unesp, em classes regulares do Colégio Técnico Industrial da cidade de Bauru, também no interior paulista.


As primeiras análises feitas pelo autor mostraram quais são as principais dificuldades apresentadas pelos licenciandos nas salas que abrangem alunos com e sem deficiência visual concomitantemente. Ele enumera quatro: a relação direta que os futuros professores fazem entre conhecer fenômenos físicos e ver esses fenômenos; o desconhecimento da pessoa com deficiência visual; a atribuição de responsabilidades, ou seja, declarar que não é possível planejar as atividades porque não sente que foi preparado para isso na universidade ou porque a escola não fornece a infraestrutura necessária para a inclusão; a não superação de procedimentos tradicionais de aprendizagem.


Após discorrer sobre as especificidades práticas do ensino de óptica, eletromagnetismo, mecânica, termologia e física moderna, Camargo faz recomendações aos docentes. Algumas delas são: saber sobre a história visual do aluno, como, por exemplo, se ele possui resíduo visual, se é cego desde o nascimento etc.; saber que significados vinculados às representações visuais sempre podem ser registrados e vinculados a outro tipo de percepção (tátil ou auditiva); saber que existem fenômenos físicos que não podem ser observados empiricamente e, portanto, compreendê-los não exige visão e outros sentidos; saber trabalhar a linguagem matemática; saber promover a interação entre alunos com e sem a deficiência.


O download gratuito da obra pode ser feito no site http://www.editoraunesp.com.br/catalogo.asp.

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