Apoio nas novas tecnologias

Contato tecnológico é trunfo do sistema de educação a distância para formar professores mais antenados com o mundo digital presente na nova geração Amanda …

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Contato tecnológico é trunfo do sistema de educação a distância para formar professores mais antenados com o mundo digital presente na nova geração

Amanda Cieglinski

educação a distância cresce a passos largos no Brasil e o aumento das matrículas na modalidade tem impulsionado o número de brasileiros com acesso ao ensino superior. Mas quando o assunto é a formação docente, o uso da EAD ainda divide opiniões.

Muitas instituições apostam que as novas ferramentas tecnológicas podem ser úteis na formação de um educador se forem bem utilizadas. Para isso, alguns fatores serão decisivos no sucesso do curso, entre eles o uso de múltiplas plataformas para multiplicar as formas de aprendizado. Outro quesito importante é o acompanhamento fino dos tutores e professores responsáveis por cada disciplina, que deve ser redobrado.

Mediação consumada
Com experiência em cursos de formação de professores a distância, a Uninter aposta que a variedade de elementos envolvidos no ensino a distância potencializa o aprendizado. “No ensino presencial, a aprendizagem é centrada no professor. Na EAD a mediação do aprendizado se dá por meio de uma série de elementos: o professor, o tutor, o tutor presencial do polo, os livros, o ambiente virtual, os fóruns com os colegas, os chats”, cita Regiane Bergamo, coordenadora do curso de pedagogia a distância da Uninter.

Depois de ter experimentado lecionar tanto no ensino presencial, quanto na modalidade a distância, Regiane acredita que o estudante formado em EAD poderá ser um melhor professor no futuro. Isso porque, além de ter um perfil mais proativo do que o do estudante de curso presencial, ele está mais próximo das novas tecnologias e vivencia na prática diferentes formas de aprender. “Nós não queremos que nossos alunos sejam aquele professor tradicional que só quer usar o quadro e giz”, aponta.

Se na maior parte do tempo o contato entre alunos, professores e tutores acontecer de forma virtual, um elemento fundamental do currículo de pedagogia demanda atenção especial: o estágio supervisionado. Para cumprir essa tarefa de forma adequada, a presença e a qualificação do tutor no polo presencial são peças-chave.

“Sabemos que a questão do estágio é central para formação docente. É lá que, além de conhecer a escola, o aluno vai conseguir a transposição didática da teoria que está sendo trabalhada nas aulas para o contexto escolar onde será o seu local de trabalho”, aponta Regiane. Na Uninter, são os polos presenciais que mantêm contato direto com as escolas conveniadas onde os alunos fazem o estágio. Para isso, os tutores recebem uma capacitação especial.

A atenção aos professores que acompanham os cursos a distância é referendada por Viviane Goi, coordenadora da Associação Nacional dos Tutores de Educação a Distância (Anated). Ela destaca que o papel do tutor é central para o sucesso de qualquer curso a distância e não seria diferente nas pedagogias e licenciaturas. “Às vezes, a instituição tem um modelo excelente, tudo funciona, laboratórios perfeitos, mas se o tutor não está bem preparado, o projeto todo vai por água abaixo porque é ele quem está em contato com o aluno na ponta”, diz. A entidade criou cursos de capacitação e uma prova de certificação para as instituições interessadas em qualificar esses profissionais.

Por outro lado, Bernardete Gatti, coordenadora do Departamento de Pesquisas Educacionais da Fundação Carlos Chagas, alerta para a implantação de um projeto consistente de formação. “A passagem abrupta da formação presencial para EAD pode ser um problema, especialmente se os projetos pedagógicos não forem implementados sem uma boa base de reflexão”, alerta a pesquisadora.

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